quinta-feira, 27 de maio de 2021

 

Carta ao coronavírus
 
"Mais um ano que se inicia e eu tenho a sensação de que não começamos nada. Não voltamos a nos abraçar e não voltamos a encher os espaços d
a nossa escola com as nossas crianças. Tá tudo meio coisado ainda, ainda com o sorriso escondido, ainda com o olhar refletindo medo, anseios e dúvidas, dúvidas sobre o amanhã! A vacina começou, mas quando vamos ter tranquilidade? Será que quando o mundo todo for vacinado? Não sei. A única coisa que tenho certeza é que não podemos esmorecer, temos que continuar a ter esperança. Enquanto ainda está tudo estranho temos que tentar levar nossa alegria para onde formos, desta forma amenizamos um pouco esse clima pesado que você deixou no ar. Aqui na escola tem dia que dá pra sentir essa tensão, pois estávamos acostumadas com a escola cheia de vida e agora ela está cheia de espaços vazios.
Dói viu, é uma dor que vai pressionando o peito dando taquicardia, tentamos aliviar essa tensão conversando uma com as outras, nos mantendo ocupadas com as vivências on line e com o carinho que estamos tendo com os espaços da nossa sala, pensando em como podemos deixar o lugar com um clima gostoso e acolhedor para os pequenos que um dia chegarão!
Ando muito pela escola e tendo observar as miudezas para afastar a grandeza da minha angústia e tenho tirado muitas fotos do nosso chão. Isso faz com que eu me esqueça de você por um tempo. Para finalizar vou te dizer de pé e de bom tom, você não vai conseguir tirar nossa alegria e esperança, um dia você vai cair, ali, no chão. Aqui jaz um vírus derrotado, decrépito e fracassado! Vamos sorrir, rir, fazer barulhos com a boca rsrs, mostrar a língua kkkk e ser feliz!"
Professora Francisca / Fevereiro de 2021

quarta-feira, 26 de maio de 2021

 SEMANA DO BRINCAR

"O brincar é a mais alta forma de pesquisa"

- Albert Eistein



 SEMANA DO BRINCAR

"O brincar é um alicerce na vida de uma criança, que vai lhe dar toda uma forte estrutura para a vida adulta".

- Valdeci Paiva



SEMANA DO BRINCAR

"Brincar é condição fundamental para ser sério"
- Arquimedes


 

 SEMANA DO BRINCAR

"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis sem valor para a formação do homem."

- Carlos Drummond de Andrade

Ao brincar a criança desenvolve-se por inteiro, vive em maior e melhor intensidade, aprende sobre o mundo que a cerca. Na brincadeira a criança é livre para ser quem é, e desenvolve integralmente todos os seus saberes. Assim sendo, nossa escola proporciona sempre novas oportunidades de aprender através do brincar. Nessa semana convidamos a todos para viver experiências do brincar, venham curtir essa aventura na calçada de nossa escola!



 

A docência sob um só

Mariana S. Campos

A escola se encontra vazia, mesmo aberta e mesmo recebendo crianças. Estamos vivendo um momento terrível e assustador, que colocou o planeta todo sob a mesma perspectiva: a de perdermos seres humanos para uma doença nefasta. Mas essa nova realidade trouxe à tona realidades que já observamos, mas poucos agiam sobre. Vivemos uma crise na educação e uma crise social, que existe há anos, mas nunca esteve assim tão escancarada para toda a sociedade.

Nós professoras vivemos essa realidade há anos dentro dos muros das escolas, vemos como a pobreza, a fome, o descaso e invisibilidade afetam na vida e, portanto, o aprendizado de nossas crianças. Vivemos em meio a casos de violência física e social que estas crianças vivem desde o nascimento, vivências essas que causam marcas definitivas e dolorosas e que jogam nossas crianças e jovens cada vez mais às margens da sociedade. Dentro dos muros da escola nós vemos essa realidade escancarada, e buscamos das formas que nos são possíveis suprir essas carências emocionais, intelectuais e físicas dessas crianças.

A pandemia apenas gritou esse quadro para mais pessoas, fez propaganda da fome e do descaso e, mesmo de maneira agressiva e incompreensiva, mostrou como a escola é importante. Infelizmente em nosso país a escola e todos aqueles que trabalham nela só passaram a ser mais atacados, mais desvalorizados. Mais uma vez carregando culpas que nos lhes cabem. O medo dos outros aparentemente não pode aplicar-se a nós, temos que novamente dar nossas caras a tapa e enfrentarmos tudo como se não fossemos seres humanos. Assim reabrimos as escolas: sem vacinas, sem suporte, com medo por nós e pelos nossos e, como sempre, não sendo importantes. Mas essa abertura não demonstrou descaso apenas com funcionários, foi principalmente com as crianças e com a escola como instituição. Esse desejo e anseio de ter as escolas abertas em momento que morrem mais de 1000 pessoas por dia em nosso país demonstram como a escola tem sido visto há anos: nada mais somos que um depósito de crianças. Temos ouvido das famílias que de nada adianta a eles a escola atendendo as crianças uma vez por semana (seja pais que trabalham ou não), temos ouvido como as famílias querem as crianças integralmente todos os dias na escola, pois não aguentam mais coabitar com suas crianças. E ouvir isso mais uma vez nos sangra, pois enxergamos como nós e escola e vista pela sociedade, mais uma vez nossa função é distorcida apenas ao cuidado e a recreação dessas crianças.

E assim reabrimos e recebemos essas crianças: que estão claramente agitadas com a situação, que sentem falta da escola como ela era. Não estão se concentrando na rotina da escola (pois não existe uma forma de oferecer solidez nesse momento). As crianças estão carentes de abraços, querem nos ver sem máscaras, querem que acalentemos o choro delas; e nós também sentimos falta desse contato, de ver os sorrisos e, principalmente, de nos sentirmos seguros ao partilharmos esses momentos com eles.

Hoje me encontro aqui, tentando fazer meu diário de bordo com algum otimismo, buscando relatar como tem sido essas últimas semanas e só me vem à cabeça como tem sido vazio. Essa semana tive contato com apenas 1 criança da minha turma de 22. Por um lado, passamos a conseguir ouvir e trabalhar mais com o que aquela criança precisa, mas por outro vemos como é depressiva a aprendizagem sem a interação entre pares e como nosso trabalho se faz tão árduo como quando estamos em salas superlotadas.

Assim finalizo meus pensamentos desejando que essa pandemia passe sem mais perdas e que, um dia, nosso país possa se curar dessa doença chamada descaso, que vem afetando nossas escolas e, portanto, nossa sociedade.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

"O desenho é um diálogo permanente entre a criança e o mundo, uma constante busca entre a inteligibilidade e comunicabilidade." (Leite, 1998.)
 


#educacaoinfantil

#escoladainfancia

#elementodanatureza-fogo


 Segundo Lima (2001, p.16):

"O espaço é muito importante para a criança pequena, pois, muitas das aprendizagens  que ela realizará em seus primeiros anos de vida estão ligadas aos espaços disponíveis e/ou acessíveis a ela."

#educaçãoinfantil
#escolapúblicadequalidade